segunda-feira, 29 de agosto de 2011

NÃO FOI NO GRITO - 011

As RUIDOSAS PROMESSAS de ADOLESCENTES e as

INDEPENDÊNCIAS no NOVO MUNDO.

Este blog está investigando o período de preparação da independência brasileira e as condições da afirmação de sua identidade e soberania. As diversas fases de uma identidade nacional podem ser comparadas às fases que a pessoa humana atravessa na sua existência.

As promessas que precederam a independência brasileira podem ser vistas como as ruidosas e solenes promessas de adolescente e as flores da primavera. Não são, no entanto, as maiores e as mais perfumadas flores que produzem os maiores e os mais saborosos frutos. Alem disto as flores da juventude humana necessitam submeter-se voluntariamente à dolorosas provas de sua capacidade para entrar no mundo adulto e provar pertencimento e fecundidade nas adversidades.


http://bp1.blogger.com/_KBm7F0Cg0aU/R1mitQE1MAI/AAAAAAAACQY/2CSK93p63yw/s1600-h/%C3%ADndios.bmp

Fig. 01 – Jovem indígena submetido a provas das formigas

A passagem da infância para a adolescência, além das provas de iniciação para a vida adulta, também é uma período em que uma determinada cultura se reproduz. Se as colônias americanas passaram a sua infância sob a tutela colonial, a passagem para a vida adulta significou um prolongamento da cultura européia. Assim Portugal e Espanha, que mantiveram esta tutela colonial, não devem em repudiados. Apesar de psicanalistas falarem que o filho só entra na vida adulta quando enterra os pais, de outro lado este filho constitui um prolongamento dos que se vão.

Portugal e Castela já há muito haviam mitificado a sua própria infância nacional que passaram nas mãos dos pais romanos e dos mouros. Da mesma forma Roma mitificara os pais etruscos e os gregos a sua infância nas mãos dos miscênios e monóicos.


Fig. 02 – Jovem atenienses submetido a provas das touradas em Cnossos na Ilha de Creta

Em 1811 as colônias americanas sentiam-se como adolescentes diante das constantes brigas dos seus antigos pais ou educadores lusitanos e castelhanos. Estes procuravam livrarem-se atordoados das mãos de Napoleão Bonaparte e os dos interesses franceses.


http://www.war-art.com/maida.htm

Fig. 03 – Soldados Franceses nas suas marchas pela Europa e África

Castela e Portugal, vigiados constantemente pelo mundo britânico, empurravam as antigas colônias para que tomassem rumo soberano. Estas colônias, uma vez perdida a identificação com os interesses dos seus antigos colonizadores, deveriam envergar as asas dos sonhos e viajar para o mundo da soberania. A Europa, com a sua nova divisão - pelo Congresso de Viena - não se sentia atraída particularmente pela América. As antigas colônias pareciam-lhe agora territórios de comércio dos produtos das suas máquinas da nova era industrial e lugar para aquisição vantajosa e barata de insumos para as suas fábricas.


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Fig. 04 – Ingleses negociam na CONVENÇÃO de SINTRA

Se a indústria e comércio da França não tinham a habilidade e a paciência do empresário e representante inglês (Arsène Isabelle) os ingleses faziam penetrar em todos os caminhos do Novo Mundo os produtos de sua 1ª era industrial. A grande Londres havia ultrapassado, em 1810, a marca de um milhão de habitantes. (CORREIO BRAZILIENSE LONDRES - SEPTEMBRO, 1811. VOL. VII. No. 40 p. 394/5).


http://www.wikipaintings.org/en/francisco-goya/the-duke-of-wellington-1814

Fig. 05 – Duque de Wellington ( Arthur Wellesley 29.04.1769-114.09.1852) por Francisco Goya

O Novo Mundo ganhava mais vida e movimento da primavera após a passagem da borrasca colonial. O período constitui a passagem do mundo monolítico coletivo para o triunfo do EU. O mundo coletivo do Ancien Regime, expresso no barroco, enfrentava a atomização individual perceptível na arte do Romantismo da época. Assim as individualidades nacionais também aspiravam à sua identidade e o EU nacional buscava afirmar-se no concerto das outras nações.


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Fig. 06 – Os tesouros lusitanos cobiçados por ingleses e franceses

Certamente não podemos culpar a Natureza pelas suas promessas. O equívoco é de quem continua a ler, interpretar e agir apenas, e tão somente, pelo GPS ou bússola magnetizadas pelo seu próprio EU e pelos seus próprios interesses. Nestas condições o engano da leitura e o equívoco da ação correm por risco e conta de quem interpreta mal os signos

http://www.guardian.co.uk/artanddesign/gallery/2011/aug/13/exhibitionist-art-shows#/?picture=377804034&index=4 The GUARDIAN - 13,08.2011 foco

Fig. 07 – O clima e o foco produzem a percepção e a conseqüente narrativa favorável a quem maneja e orienta o foco da luz . Mesmo quem está no palco da História, na maiorias da vezes é ais vitima do que ator interpretando e conduzindo a cena.

A culpa não cabe ao adolescente. Há necessidade de distinguir o potencial genético de um humano que ele possui e do qual é herdeiro e toda cultura humana a ser adquirido. Este adolescente necessita construir todo o seu repertório no qual ele possa incluir toda a cultura que a humanidade adquiriu durante milênios. E os limites entre a carga genética e cultural não são dados e nem claros.


http://www.me.gov.ar/efeme/17deagosto/caminoxperu.html

Fig. 08 – Independência do Peru 28-.07.1821 San Martin se dirige ao povo

A carga genética de uma nação de sua população necessita adquirir o lado cultural que a mantém na soberania e consiga se reproduzir pó si mesmo. Os impulsos juvenis das promessas que precederam a independência brasileira cumpriram o seu papel para desencadear o processo. Contudo o deflagrar deste processo segue a lógica da explosão em cadeia: destrói sem construir nada

Para esconjurar esta destruição em cadeia é necessária uma cultura, consciente de suas competências e seus limites para prometer somente o que pretende e pode cumprir. Uma sociedade contratual não pode ser guiada exclusivamente pelo sentimento de eternidade e de onipotência do adolescente sem conhecer os reveses do dia seguinte.

No contraditório todas as místicas mantém os seus fiéis unidos entre si, ao retirar qualquer concretude, ao jogar a sua mensagem para cima e para fora do tempo e do lugar do aqui. Assim os impulsos juvenis cumpriram o seu papel para desencadear o processo das promessas que precederam a independência brasileira. O fantástico instrumento das cinco rezas voltadas para o nicho vazio do mirahbe orientado para Meca. O ocidental , na sua busca de concretude não aceita o nirvana ou um deus inominável.

A cultura ocidental, e a latina, não escapam de jogar a sua mensagem de cima e para fora do tempo, do lugar e que mantém esta cultura com certa coesão e lógica. A cultura ocidental, e em especial a latina, insistira sempre no vazio da obediência devida. Ela sempre educou e treinou para este vazio e imponderável Normalmente a obediência é indevida. A cultura e as ideologias servem para criar uma blindagem para que esta falsidade não seja descoberta em tempo.

Evidente que não se trata da anarquia. A mentalidade da anarquia é aquela que consegue a mais absoluta eficácia em jogar a sua mensagem de cima e para fora do tempo e do aqui.

Trata-se de descobrir a natureza, competências e limites desta blindagem para transformar em complementaridade as contradições. Transformação instituída em processo continuado em todos os tempos, lugares e em tempo real. Transformação exigindo inteligência amadurecida e vontade em vigilância continuada, pois lida com massa crítica e viva.


http://www.enlacesuruguayos.com/33.htm

Fig. 09 – Independência do Uruguai - Juramento dos 33, em 19.04.1825 por Juan Manuel BLANES 1830-1901 - - pintura 311 x 564 cm – 1877. Este momento é parte de longo ciclo do processo da independência Republica do Uruguai - que vai de 1811 até 1828 – e que esta República está recuperando coletivamente com o objetivo de realizar as suas potenciais conexões com o seu presente.

Os impulsos naturais do entusiasmo utopista, o perfume das flores da juventude e as blindagens das ideologias exigem o contraponto da inteligência amadurecida e da vontade em vigilância continuada. Certamente o equilíbrio não está no meio termo. Mas numa coerente homeostase de equilíbrio de forças das quais a desconsideração e o afastamento de um dos vetores, por menor e menos visível, compromete todo o conjunto.


http://www.bicentenario.gub.uy/seccion/noticias/

Fig. 10 – Bandeira dos Trinta e Três Orientais a vida como preço da liberdade. A Republica do Uruguai está recuperando coletivamente o processo de sua independência - que vai de 1811 até 1828 - para realizar as suas potenciais conexões com o seu presente.

Assim flores, perfumes, ideologias convergem para a inteligência, vontade e direito.

O melhor elogio da REVOLUÇÂO FRANCESA veio do Dalai Lama no início do século XXI::

- Ainda é cedo para julgá-la.

Conhecemos os seus lideres, os seus gritos e feitos ruidosos. Mas ainda não conhecemos as suas forças subterrâneas, as suas dúvidas e o poder originário. Este apenas foi empacotado, esquartejado e as suas partes divididas entre esquerda e direita.

No entanto a geração mais antiga necessita deixar um universo, uma cultura e um mundo que façam ainda sentido universal para inseminar e fertilizar as flores de uma nova geração que está atingindo as fronteiras de sua reprodução física, mental e cultural.



http://christ-roi.net/index.php/Sans-culottes

http://www.not1.com.br/revolucao-francesa-fatores-contexto-consequencias-fases-e-lema/

Fig. 11 – Lemas, símbolos e bandeira da Revolução Francesa

O filme argentino “MEDIANEIRAS”, ganhador de Festival de Gramado-RS de 2011, relativo ao URBANISMO e ARQUITETURA de BUEOS AIRES, mostra o MEIO urbano atual, tornando-se a MENSAGEM. MEIO urbano no qual procede e vive o estudante que mostra uma das cidades mais cultas e ricas da América Latina e das quais as outras da região raramente fogem. Fica a pergunta o que a UNIVERSIDADE pode fazer por este jovem?



http://josekuller.wordpress.com/2010/01/24/a-sombra-de-maio-de-1968/

Fig. 12 – A periódica renovação das revoluções dos jovens, apesar da sua efemeridade e o retorno aos estados entrópicos anteriores, permite uma momentânea afirmação de identidade e marcam passagens para estágios mais adultos onde estas celebrações coletivas são lembradas como pontos de origem e afirmação social

Assim não há nada contra as numerosas, as grandes e as perfumadas flores da juventude. Ao contrário elas sã necessárias pois possuem o dom de manter acesa a esperança contra todas as evidências da esterilidade predominante numa sociedade ou cultura. As obras de arte, a poesia, os projetos possuem as suas raízes nesta esperança contra todas as evidências. As suas simples desconsiderações ou o seu sistemático extermínio só aumentam a esterilidade de uma cultura. Esta esterilidade aumenta, e torna-se absoluta, na projeção de uma cultura para além do seu lugar e seu tempo.

Fig. 13– O evento de WOODSTOCK dos dias 15-19 da agosto de 1969 foi mais uma das periódicas renovações das revoluções dos jovens. Neste evento estavam vibrando os jovens que iriam realizar os primórdios da revolução da Informática Assim ele é visto como marco da passagens para estágios mais adultos onde estas celebrações coletivas são lembradas como pontos de origem e afirmação social

Foram as especiarias e os perfumes do Oriente que guiaram os navegadores portugueses a empreender as suas perigosas viagens em mares desconhecidos e traiçoeiros. Especiarias e perfumes que os enriqueceram depois.




http://www.infoescola.com/historia-do-brasil/emenda-constitucional-dante-de-oliveira/

Fig. 14– Uma das revoluções dos jovens brasileiros foram as sucessivas campanhas da DIRETAS JÀ dos anos de 1983 e 1984. As multidões dos jovens nas praças foram construídas ao longo de 20 anos de Chumbo e arbítrio. Estas efemeridades retomaram uma momentânea afirmação de pontos de origem e afirmação social de uma identidade e marcam passagens para estágios mais adultos da vida nacional .

Foram as buscas do desconhecido e da emoção de chegar primeiro ao espaço cósmico externo que guiaram e motivaram a construção de complexos engenhos e sofisticados programas para guiá-los nesta aventura inédita da humanidade. Engenhos e programas que mudaram radicalmente a pós-modernidade.

Contudo na busca de momentos, de gestos decisivos e de rupturas com o passado, contata-se, num olhar retrospectivo, que as condições da afirmação da independência brasileira, de sua identidade e da soberania, fazem parte de um longo processo. Processo que se desenvolveu em períodos de preparação, de execução e de consequências de longa duração. Assim o Brasil e as Américas não passaram da heteronomia para a soberania num único grito isolado e personalizado. E sim num processo longo, difícil e doloroso. É este processo que é necessário recuperar - num todo e coletivamente - para realizar as suas potenciais conexões com o presente.

FONTES NUMÉRICO DIGITAIS

OURO DE LIBOA e a CONVENÇÃO de SINTRA

http://4.bp.blogspot.com/_qqOj1Wxj-tI/SLxkJqbrG5I/AAAAAAAAAWA/HdLvq6K_m50/s1600-h/convencao-de-sintra.jpg

http://www.cm-obidos.pt/Manchete/FicheirosDownload/20080815151fb8.pdf

MEDIANEIRASum vídeo de rara qualidade artística e técnica que mostra o atual URBANISMO e ARQUITETURA de BUENOS AIRES

http://www.youtube.com/watch?v=6qwthmj6KzY&feature=related

REVOLUÇÃO FRANCESA

http://www.not1.com.br/revolucao-francesa-fatores-contexto-consequencias-fases-e-lema/

200 anos do CORREIO BRAZILIENSE

http://www.almanaquedacomunicacao.com.br/artigos/215.html

DOCUMENTOS VENEZUELANOS

http://www.franciscodemiranda.org/colombeia/

BICENTENÁRIO do URUGUAI

http://www.bicentenario.gub.uy/seccion/noticias/

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

NÃO FOI NO GRITO - 010

Os SEDUTORES e o SILÊNCIO dos IMPOSTORES.

As maiores forças são silenciosas. As imensas energias, do mundo físico como do magnetismo ou as forças mentais, não fazem estardalhaço e ruídos por si mesmas. Elas agem coerentes com os projetos de quem conduz estas energias.


Foto Círio SIMON

Fig. 01 – A neve silenciosa cobre os telhados, em pleno Natal em Brasília inclusive de um “saloon inflado na frente da catedral. Alguém ganhou créditos e dinheiro com esta tentativa de sedução e impostura.

Por si mesmas e por sua própria natureza estas energias e forças colossais não conhecem o vetor moral. Assim estas forças e energias também permitem imensas corrupções dos ótimos, o que é péssimo. O ótimo do silêncio é usado por poderosos mediadores do poder, por impostores de toda ordem e contraventores de inúmeras matizes.

O espetáculo para quem percebe e acompanha do destino da JUVENTUDE silenciada diante da EDUCAÇÃO SUPERIOR no BRASIL é aterrador. Sobe-lhe á garganta um nó de piedade, uma incredulidade diante do constata e um constrangimento da vontade diante destas colossais forças silenciosas agindo na sombra, sigilo e silêncio.

Sucessivos governos do Brasil estão realizando uma aposta no mínimo original. O seu projeto consiste em destinar os maiores recursos e energias e investi-los na educação nacional a partir dum equivocado curso superior (10º andar). Estes governos estão se confiando numa educação nacional construída a partir do 10º ANDAR. Este projeto passa batido no improviso da linha de montagem do 1º ao 9º andar do ensino fundamental e médio. Este projeto faz eco ao almejado objetivo secreto e escamoteado do brasileiro que sempre quis ser doutor, contra toda a realidade objetiva.

Diante deste espetáculo delirante não dá para deixar de pensar na neve de Brasília em pleno Natal tropical e nem no castigo imposto pelo flautista de Hamelin.


http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Flautista_de_Hamelin

Fig. 02 – O Flautista de Hamelin conduz os ratos e os afoga no rio, não restando nenhuma cabeça deles. Os cidadãos não o pagam, alegando que ele não lhes trouxe cabeça de vítima alguma...

Este flautista, sentindo-se logrado, depois de fazer a faxina dos ratos, afogando-os todos no rio próximo e não pago pelo serviço, encantou as crianças, com a sua flauta, levou-as para uma caverna inacessível aos seus pais.


http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Flautista_de_Hamelin

Fig. 03 – O Flautista de Hamelin conduz as crianças para uma caverna inacessível aos seus pais . A cidade de Hamelin fica sem ratos e sem crianças.

Os sucessivos governos contornam, constroem palácios inflados e jogam areia nos seus olhos do PODER ORIGINÁRIO por meio de investimentos no qual o povo fica apenas como o pato. Contornam este PODER, usando o populismo mais abjeto, “dando” prédios, laboratórios e equipamentos, abrindo novas universidades e realizando caras campanhas de controle de qualidade. Para efetivar este populismo põem em campo os seus eventuais apoiadores e mentores das campanhas de publicidade. Este contorno é utilíssimo para este poder paralelo ao governo. Desta forma estes sucessivos e cronometrados eventos permitem aos empresários realizarem ensaios disfarçados para a próxima campanha eleitoral. Assim avaliam se devem continuar a apoiar este governo ou buscarem outros, para apoiarem no futuro.

Só piora a situação para o aluno do fundamental e médio. Como o governo se nega a pagar o que pretendem os empresários flautistas, os infladores de cidades de neve nos trópicos depois da realizar a faxina dos ratos corruptos e afogando-os no lago Paranoá, estes prendem as almas das crianças nas cavernas dos seus interesses. Assim conseguem distrair as mentes infantis e lhes roubam a melhor parte de vida sem lhes fornecer absolutamente nada em troca. Evidente que este era o objetivo, pois assim terão ao seu dispor uma clientela cativa pelo resto da vida.

Esta “clientela” atordoada é visível quando este contingente humano se apresenta nas portas dos cursos, ditos superiores. Pode escolher portas cada vez mais numerosas e coloridas de todas as matizes, ideologias e preços. Preços desde gratuidade das subvenções, ou módicos preços aos mais salgados.

Clientela obediente, como criança ao Papai Noel e sem menor criatividade, pois teve de transitar de cabeça baixa ao que foi reduzida pelo trânsito obrigatório dos nove primeiros andares. Nem pensar em admitir no superior alguém que não tenha transitado, um a um, estes nove favelas sobrepostas.


Foto Círio SIMON

Fig. 04 – A silenciosa toca caverna do Papei Noel em Porto Alegre frente da catedral e ao Palácio Piratini. Alguém ganhou dinheiro com esta tentativa de sedução e impostura

A conclusão que se chega é que o mantém de pé estes nove andares favelados e inflados, é a obediência e dominação absoluta exercida sobre aqueles que ainda poderiam deliberar e decidir algo significativo para a civilização brasileira.

Uma civilização, como todo ser vivo, só alcança o seu objetivo maior, e concretiza o seu projeto, quando consegue reproduzir-se física ou mentalmente. Uma civilização possui na educação formal ou informal o instrumento preferencial desta reprodução. Em especial a nova geração que já está provida de carga genética cumulativa das gerações anteriores. A cultura de uma civilização não é hereditária e nem transmissível. Ela necessita ser adquirida e de forma adequada como o projeto maior desta civilização.

Neste contexto é necessário ter sabedoria, vontade e direito para escolher o que reproduzir. A mediação e a representação sempre irão errar nesta escolha se não tiverem canais coerentes com a circulação permanente do PODER ORIGINÁRIO de uma nação.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

NÃO FOI NO GRITO - 009

Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

TÍTULO I - Dos Princípios Fundamentais Art. 1º Parágrafo único da Constituição Brasileira de 1988.

O SILENCIOSO PODER ORIGINÁRIO.

O QUARTO PODER ou a SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA pelo

INSTRUMENTO da COMUNICAÇÃO SOCIAL NUMÉRICA.


http://www.contegemona.it/tag/storia/

Fig. 01 – A face física do Poder Originário não possui armas (FLAGELO e CAJADO) a não ser as suas mãos e seus braços orientados para o trabalho produtivo em comum. Com o uso dos instrumentos pacíficos da comunicação social numérica digital, estas mesma energias só tem a ganhar e podem serem potencializadas.

Acima de qualquer otimismo ou pessimismo estuda-se, aqui, outra forma de agir de a sociedade organizar-se no âmbito do espaço do poder público. O autor leva em conta, para este estudo, as potencialidades da circulação de informações e dos numerosos paradigmas de poder que estas informações trouxeram ao palco da política pública. Política que soube encontrar, em todos os tempos, formas coerentes com o seu tempo, costumes e lugar, para transformar este seu próprio poder em autoridade. Este eterno e universal desafio continua no tempo presente e nem irá cessar no futuro.


Fig. 02 – A face física do Poder Originário não possui arma (FLAGELO e CAJADO pois todos são iguais) representado na República de Siena com trajes domingueiros de pessoas enriquecidas em “O Bom Governo” (1338-1340) . Aa suas imagens não revelam o seu trabalho produtivo em comum. Detalhe do quadro de Ambrógio Lorenzetti (1285-1348)

As formas de circulação, transformação, do poder em autoridade, são cruciais e inadiáveis nas sociedades contemporâneas. Por esta razão busca informações adequadas ao seu tempo no aproveitamento de novas fontes de energia e das aplicações das descobertas dos segredos da vida. Estas energias, e as suas novas formas, trouxeram grandes esperanças, como em todas as descobertas. Como sempre muitas destas esperanças acabaram em grandes frustrações. Mas como sempre também brotaram efeitos colaterais que mostraram potencialidades e riquezas antes insuspeitas.


Fig. 03 – Uma das faces ocultas do Poder do Estado aproveitou-se da energia nuclear como arma e depois como de produção de energia em mega usinas.O resultado prático, em ambos os casos , foi altamente desastroso e oprimiu o PODER ORIGINÁRIO. Contudo, o paciente trabalho de prever, planejar e tentar tornar eficientes estas energias, desafiou a inteligência humana, como poucas vezes havia acontecido antes. Hoje os resultados físicos desta primeira fase tornaram-se museu. Permaneceu o pensamento que gerou.

Entre os efeitos colaterais estas energias novas aceleraram a circulação, a mediação e potencializou o acúmulo e armazenamento das informações. Estes informações se desmaterializaram e tornaram-se binárias numéricas digitais conferindo-lhes as velocidades da luz, passando a ocupar o espaço físico mínimo. Os meios de acesso, a estas informações, além disto multiplicaram-se e se socializaram. Os computadores pessoais (PCs) iniciaram a mostrar as suas performances, desembarcando e proliferaram na realidade da informática para o uso da população civil.

A criatura humana havia mergulhado no âmago da matéria, na década de 1940, por meio de pesados e problemáticos equipamentos da aplicação da Eletrônica e da Matemática. A criatura humana foi lançada e guiada ao espaço externo e, até a Lua, na década de 1960, por meio de equipamentos, cada vez mais leves e complexos,.


http://www.youtube.com/watch?v=6qwthmj6KzY&feature=related

Fig. 04– Um dos resultados do desafiou à inteligência humana, no seu trabalho de prever, de planejar e de tentar tornar eficientes estas energias, teve aplicação prática no universo doméstico e individual. Subsidiariamente gerou formas novas do exercício do Poder Originário nas quais o pensamento individual potencialmente encontra formas de interagir no espaço coletivo em rede instantânea mundial.

Esta realidade tardou a desembarcar no Brasil. A relutância e a má vontade, para transformar o poder em autoridade, retardaram este desembarque e, em especial, nas suas formas adequadas para o seu tempo. Relutância e a má vontade tinham as suas raízes no torpor de uma ditadura militar, iniciada em 1964. Estas formas políticas brasileiras acordavam ainda para a realidade democrática em 1989 quando se iniciou a escrita dos presentes textos. No entanto, este torpor não afastou e distinguiu, mesmo no terceiro milênio, o torturado do seu algoz, na política brasileira. Os mentores dos algozes e seus mandantes ocupam ainda cargos importantes e estratégicos para manipular, e assim impedir, formas plenas para transformar o poder em autoridade. O Poder Originário da nação padece, com estas manipulações e retardamentos, para encontrar o seu tempo e as formas para transformar poder em autoridade e visando influir no governo do Estado brasileiro. Estas manipulações, ao conseguirem arrematar os cargos chaves de corporações, anestesiam e alienam ainda as formas para transformar poder em autoridade nacional. A maioria dos países latino-americanos realizou cedo esta distinção dolorosa, mas necessária.

No Brasil os militares declararam, em 1985, legalmente a Abertura Política para os mentores dos algozes e suas vitimas. Assim, esta abertura, foi apenas formal, cobrindo com nova pintura e slogans a superfície visível do Estado nacional. A Abertura Política não mudou o núcleo econômico instalado pelos militares. Este núcleo consegue desviar o olhar e a memória da ditadura mais subliminar e orientada do que qualquer outra da história brasileira. Núcleo que possui acesso e controle das novas tecnologias de comunicação, propaganda e cooptação de interesses simpáticos às suas causas

Fig. 05 – A clássica imagem da face metafísica do poder. O Faraó exibe os símbolos do seu poder de GUIAR e de JUSTIÇA, representado no seu CAJADO e com o seu FLAGELO. É quase evidente que o jovem faraó Tutancâmon, morto aos 19 anos, não deliberou ou decidiu muito pouco, para não dizer, nada. Contudo, atrás desta sua máscara de ouro, estava, toda e intacta, a máquina da administração milenar do Estado teocrático egípcia. Com certeza muitas destas deliberações e decisões deste Estado seriam contrárias e/ou alheias à sua índole individual do jovem faraó Tutancâmon, que como indivíduo, era apenas uma peça visível desta maquina.

Há de se concordar que este cenário se inscreve na Guerra Fria. Esta, por sua vez, vai ter o seu suporte na organização dos estados pós-iluministas. Estes beberam nas fontes do Leviatã de Hobbes e do Príncipe de Maquiavel.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Hobbes

Fig. 06 – A face metafísica do poder. O LEVIATHAN exibe os símbolos do seu poder de JUSTIÇA e de GUIAR, representados respectivamente, pela ESPADA( FLAGELO) e pelo seu CAJADO. O Governo do Estado é representado de forma impessoal por meio desta metáfora criada em 1651 pelo matemático Thomas HOBBES (1588-1679). Cabe a quem ocupar o cargo do LEVIATHAN encarná-lo fisicamente. Quem ocupa este cargo não necessita possuir mais índole pessoal alguma, nem ser moralmente bom ou mau, simpático ou antipático. O contrato social, a constituição e a lei prevêem e constituem um manual de uso obrigatório no exercício deste tipo metafísico de poder. Tipo que prevê a linha de montagem da era industrial e prepara a sua desmaterialização das ações virtuais.

A anestesia e o desconhecimento do que significa uma ditadura fez com que os seus netos andam, com a espinha política quebrada, sem se darem conta disto. Três décadas após 1979, esta nova geração já não sabe, nem distingue os agentes de uma das ditaduras mais ferozes do que qualquer outra. Concretizam Maquiavel de que as criaturas humanas esquecem rapidamente os grandes males, enquanto preferem guardar, na sua memória, os benefícios, por menores que tenham sido. Nestas circunstâncias o inconsciente coletivo de uma geração é uma vitima potencial para receber o próximo golpe contra a democracia e a cidadania.


Fig. 07 – A cadeira da face oculta do Poder Estado do LEVIATHAN nuclear. Nunca estados nacionais haviam acumulado tanto poder físico potencialmente devastador. Quem ocupava esta cadeira devia ser despojado de qualquer índole pessoal, moralmente não pode deliberar ou decidir, ser mau, bom, simpático ou antipático. Sem contrato social, constituição ou lei este poder de demolir diversas vezes o planeta Terra era regido por um manual militar de uso obrigatório no exercício deste tipo metafísico de poder. Tipo que ultrapassa a linha de montagem da era industrial e prepara a sua desmaterialização das ações virtuais.

Para esta anestesia geral e irrestrita, concorre a falta de distinção, entre vitimas e os algozes e os seus mentores. Nesta esfera o inconsciente coletivo ingressa noecletismo” que, na clássica definição de Mário de Andrade, é “o refúgio dos covardes”. Justifica-se a severidade do autor do Macunaíma, neste caso, pois este ecletismo permitiu ignorar os horrores de uma ditadura, senão colaborar na sua mitificação ou dos agentes errados e os de sempre.

O autor deste blog passou a sua infância ao longo dos oito anos do Estado Novo. Após graduar-se ele teve de enfrentar os 21 anos da Ditadura Militar iniciada uma semana depois de se licenciar em artes visuais. Em função desta ditadura conviveu com professores estaduais, do mais alto nível intelectual e moral, refugiados numa escola da periferia operária de Porto Alegre. Com este seleto grêmio constatou a vida do PODER ORIGINÁRIO nas condições reais e empíricas da ditadura. A partir deste universo empírico pode refletir nestas condições por meio de uma dissertação acadêmica. Esta versava em relação ao período da ocultação da verdade que levou o nome equivocado de “Abertura Política Brasileira”. Na sua pesquisa de campo ocupou-se do discurso docente constatando as possibilidades de os professores falarem de sua prática democrática. Porém as formas de convívio, de pesquisa de campo e os resultados acadêmicos foram absorvidos, como esponja seca, pela natural entropia sob o império do ecletismo. Sob esta entropia e ecletismo, o equívoco foi tão grande que esta etapa da vida política foi varrida e queimada completamente da memória nacional e pessoal. Nada chegou aos netos da Ditadura, de 1964-1979, além das mitificações recíprocas das vitimas e dos mentores dos algozes deste período.


http://www.infoescola.com/fisica/acidente-da-usina-nuclear-de-chernobyl/

Fig. 08 – A face física do Poder Estado ficou evidente em diversas catástrofes nucleares e da pior forma possível. Entre elas a de Chernobyl cujo reator nuclear fundiu em 26 de abril de 1986 fato que tornou inviável a vida ao se redor .

Contrariando este torpor e hábitos inconscientes adquiridos, o autor tenta mostrar novas formas do poder, coerentes com a nova infra-estrutura emergente. Eficientes pela interação institucionalizada e constante da administração do governo do Estado no exercício dos seus poderes legislativo, executivo e judiciário. A nova era da informática, exige, para soluções políticas inovadoras, outras estruturas de interação do PODER ORIGINÁRIO com o Estado. Interações em todas as suas instâncias e que lhes permitam eficácia recíproca e integrada. No interior destas estruturas de interação busca-se a proporção entre o individuo que aspira á cidadania e por meio de potenciais novos equipamentos disponíveis num Estado equipado com novos meios para promover a cidadania e a democracia republicana.

No entanto, se estas percepções são expressas no plano teórico, este plano é muito baixo e próximo do mundo empírico. Assim não há intenção nem vontade de enfrentar nenhum paradigma que se pretende ser onisciente, onipotente, eterno e onipresente. Ao contrario coloca-se sem otimismo nem pessimismo no interior desta nova realidade humana. A criação e difusão do presente texto nascem e dependem desta nova realidade numérica digital.


http://www.nytimes.com/slideshow/2011/08/05/movies/planet-of-the-apes-6.html

Fig. 09 – CESAR e a luz – (NYT EM 10.08.2011)a face do Poder físico simbólico humano exercidos sobre as outras espécies vivas evidencia a falta de sentimento e de mentalidade de pertencimento possui

O autor trabalha com a convicção de que os novos e potenciais equipamentos disponíveis possuem a probabilidade de reforçar o tecido social para que ganhe consistência e corra menos riscos de se romper. Evidente esta convicção se materializará na medida em que forem adequadamente implementados, ao tempo e ao lugar da realidade humana presente. Ao mesmo tempo não se prega nenhuma revolução ou ruptura social. O autor acredita que estes novos meios técnicos de comunicação possuem a capacidade de fazer a transição entre os antigos e desgastados meios de conter a vida política da sociedade atual. De um lado, rompem completa e inesperadamente com a tradição política do passado, do outro lado possuem a competência para criar novas estruturas sem agredir, arranhar e ferir o que vem de positivo deste passado

Fig. 10 – A experiência e hábito da ÁGORA GREGA do Poder Humano face a face denominada de DEMOCRACIA e que Platão ridicularizava como um BAZAR.político.

O individualismo, a ênfase no particular e no privado, não são males em si mesmos. A capacidade civilizatória desta ênfase depende da proporção, da estrutura e dos meios pelos quais esta ênfase for levada ao espaço público. Os meios técnicos advindos da revolução provocada pela informática numérica permitem criar instrumentos que em si mesmos reconhecem o quanto esta ênfase individual possui recursos para estabelecer a proporção entre o Estado Unitário de um lado e do lado, o indivíduo diferenciador. Devido ao imediato fed-back estes recursos permitem estabelecer o reconhecimento recíproco entre o Estado Unitário e indivíduo diferenciador. A redefinição permanente de competências entre Estado e o individuo cidadão é produzida em níveis e estágios proporcionais à interação ao conjunto que este contrato pressupõe. Evidente que para um rebanho qualquer personalização ou individualismo são intoleráveis e comprometem o caminho pacifico da manada ao frigorífico..


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Fig. 11 – Metáfora do Poder Humano na sua face ao poder física da tecnologia sobre a matéria e sobre a sociedade – O Globo terrestre na Mão Humana - Diego Rivera - Rockefeller Center 1934

No âmbito do Estado a clássica divisão montesquiniana dos três poderes independentes corresponde à linha de montagem da era industrial. Nesta linha de montagem existe o planejamento (Legislativo), operação da fábrica (Executivo) e o controle de qualidade (Judiciário). Contudo esta tripla atividade da fábrica só é operante quando existir o meio e a finalidade (teleologia) que necessita estar em sintonia fina (just of time) com planejamento, execução e controle contando com uma origem e um fim.


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Fig. 12 – Metáfora do Poder Humano na sua face ao poder física da tecnologia COMO LINHA DE MONTAGEM que se expande sobre a matéria e sobre a sociedade. Mente e corpo são condicionados por esta infra-estrutura linear e unívoca - Diego Rivera - FORD –Detroit USa 1932

Portanto os três poderes não se bastam e não possuem finalidade, por mais afinados que sejam entre si mesmo, se não existir a origem e o fim desta organização do Estado Nacional. Esta origem e finalidade necessitam serem reconhecidas. Mas este reconhecimento da origem e da finalidade também não garante, por si mesmo, a expressão do Estado nacional e nem o acatamento da individualidade diferenciadora.

A opção entre o presidencialismo ou o parlamentarismo como solução deste impasse entre o Estado Nacional e o cidadão individual introduz na política mais um dos maniqueísmos que Platão já havia superado no 5° século antes de Cristo. Na era da informática existem numerosas outras opções políticas e mais adequadas à realidade concreta da interação entre o PODER ORIGINÁRIO (cidadão- nação) e o ESTADO.(governo).

Um destas opções é o retorno ao exame e prática da política na célula municipal. Nesta célula municipal é possível definir e redefinir as ações e os agentes se perturbar o todo nacional. Nesta célula definem-se e redefinem, de uma forma constante, as competências necessárias aos níveis e aos estágios que oferecem proporção ao conjunto local e que interagem com o todo do organismo nacional e internacional.


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Fig. 13 – A pintura de Alfredo SIQUEROS- Porfírio e a Revolução - como metáfora aqueles que QUEREM ACREDITAR na DEMOCRACIA configuram-se em momentos emocionais de participam emocionalmente num momento revolucionário conduzidos pela emoção. Momento consumido imediatamente pela entropia, ou pior, as energias momentâneas do PODER ORIGINÁRIO são canalizadas para ideologias ou interesses de grupos ou indivíduos (populismo).

Quanto á proporção do indivíduo diante do poder pública parte-se do pressuposto que nenhum deles cidadão é maior do que o seu município. O reconhecimento de que algum indivíduo é superior ao município, no qual exerce a sua cidadania, comprometeria também a super agigantada proporção do Estado Nacional centralizador da unidade nacional. Estes indivíduos maiores que as células municipais também teriam pretexto para sobrepor-se ao Estado que seria esvaziado por eles, gerando um ente político anômalo e incontrolável.


http://sdelbiombo.blogia.com/2010/070701-beuys.-campana-por-la-democracia-directa.php +

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Fig. 14 – Esquema mental binário de - SIM e NÂO do Poder Hum ano face à DEMOCRACIA Esquema de Joseph BEUYS (1921-1986) em sacola comercial e popular

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Na medida em que as células municipais tiverem condições de um efetivo, rápido e continuado fluxo de dados significativos estas células municipais preservam a unidade, a proporção e a hierarquia que toda a organização social supõe. Os problemas locais e regionais permanecem restritos às suas competências reais e caminham para a sua solução eficaz nos seus devidos âmbitos, sem atropelar os grandes problemas inerentes à unidade nacional.


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Fig. 15 – A pintura de Fernando BOTERO -1932 - Abu Graib e 2006 - como metáfora sobre aqueles que NÂO QUEREM ACREDITAR na DEMOCRACIA e que são castigados e humilhados, através de instrumentos antigos e tradicionais, pelo Poder Humano armado com a eficácia do poder físico e simbólico com suporte na alta tecnologia.

A massa de novidades a implantar por este projeto proposto neste blog, não é superior a 10% (dez por cento) ao que já existe,. Mantém-se intactos, evidenciam-se e se fortalecem os três clássicos poderes tradicionais provenientes da era industrial. O quarto poder que se propõe já existe na realidade. Este quarto poder é exercido, por ora, em redes de comunicação de massa, ou por forças militares, por forças religiosas (países islâmicos, Israel..), pelas ideologias dos partidos ou corporações econômicas.

A única novidade aqui é reconhecer é uso mais intenso pela SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA de INSTRUMENTOS da COMUNICAÇÃO SOCIAL NUMÉRICA como ferramenta de conhecimento, vontade e circulação do PODER que NELA SE ORIGINA. Este conhecimento, organização e circulação deixaram de ser lineares e passaram a tomar configurações de redes ao modelo de matrizes competentes para dar conta da física quântica com alto grau de mobilidade e de novidade a cada instante. Estas transformações possuem leituras diferenciadas em cada meio. O que unifica estas transformações e abre a possibilidade de sua administração é o meio da informática numérica em que circulam e podem ser revertidas à sua origem. Com esta possibilidade pode ser desfeito o rígido controle social maniqueísta, abrir o espaço público para a informação democrática e cidadã que assume a responsabilidade de expressar em si mesmo o todo e cada novo momento da história humana.

Resumidamente a novidade está apenas nas novas formas de articulação da sociedade e que já existem, de fato, na nova infa-estrutura proveniente das aplicações, com sucesso, da informação numérica.

O autor pede ao leitor destas linhas, três qualidades que Nietzsche solicitou (2000, p.27) ao leitor do seu texto ‘o futuro das nossas escolas[1]::

espero do leitor três qualidades:

1) - deve ser tranqüilo e ler sem pressa,

2) - não deve fazer intervir constantemente sua pessoa e a sua cultura, e

3) - não tem direito de esperar – quase como resultado – projetos”.

Da sua parte o autor resume o seu interesse pessoal apenas em fazer circular, pelo meio digital e numérico, algumas idéias em relação à cidadania e à democracia republicana. Ele trabalha na perspectiva de um contrato interativo entre e autor e do leitor que acredita possuem paradigmas adultos, íntegros e integrais.


[1] - NIETZSCHE, Frederico Guillermo (1844-1900).Sobre el porvenir de nuestras escuelas. Barcelona: Tusquets, 2000. 179 p.


Fig. 16 – A metáfora de outras formas nas quais o Poder Humano pode se expressar e circular de além da forma binária e superar o esquema do SIM X NÂO é recorrente nas obra de arte contemporânea como a Frank WILLINGER - 1959 State Britain - Instalação 2006

Este PODER ORIGINÁRIO da SOCIEDADE continua a fluir apesar de todas as manobras para canalizá-lo e aproveitá-lo política, econômica ou ideologicamente a seu favor e das decepções e poluições decorrentes destas manobras.


Fig. 17 – A metáfora dos FRACTAIS dos matemáticos Gaston JULIA e Pierre FATOU permite visualizar e construir outras formas de o Poder Humano pode circular de além da forma binária e superar o esquema do SIM X NÂO

O PODER OORIGINARIO é uma das imensas forças do mundo que agem silenciosas como o magnetismo. As autênticas forças morais agem sem estardalhaço. Desenvolvem as suas energias coerentemente não fazendo ruídos. Constituem um imenso potencial de forças que agem e destroem todos os discursos e vingam-se silenciosamente. Contornam censores, profetas, políticos ou pretensos empresários. Deixa-os falando e berrando convicções que interessam apenas a estes monstros e aberrações sociais e morais.

Se a humanidade cuidou tanto da ECOLOGIA - banindo inclusive armas e colocando sobe vera vigilância a energia nuclear - chegou a hora de banir todas as FORMAS OBSOLETAS do EXERCÍCIO do PODER HUMANO e colocar todos aqueles, que queiram exercê-lo, sob preparação prévia, contrato e severa vigilância continuada no exercício deste PODER.

Histórico do presente texto.

O presente texto foi iniciado no dia de 19.03.1989 sendo registrado, de forma manuscrita num caderno da FAE (Fundação de Assistência ao Estudante) do Ministério da Educação. Quando se iniciaram estes registros manuscritos, celebrava-se o bicentenário da Revolução Francesa e o século XX ainda teria doze anos.

Estes textos - e aqueles que se seguirem - ganharam diversas versões eletrônicas a partir julho de 2006. Entre outras está disponível na rede, sob o título Poder Originário, no site http://www.ciriosimon.pro.br/pol/pol.html.

TEMAS das PROXIMAS POSTAGENS

000 - Introdução

001 – O Estado como superestrutura

002 – Objetivos do presente texto

003 – A procura da proporção

004 – O ser humano comprovadamente não nasce social

005 – Competências da autoridade

006 – Os estragos do gigantismo.

007 – O quarto poder

008 – A autoridade e os atravessadores de influências

009 – Poder, autoridade e a informação

010 – O pátrio poder, o município e a sua administração.

011 – O preço para administrar um grande país a partir da base dos seus municípios.

012 – O quarto poder, a informática e as suas luzes.

013 – A democracia como virtude complexa e característica das sociedades evoluídas.

014 – Estados soberanos da América

015 – Uma guerra social para evitar uma guerra real

016 – Os limites do quarto poder

017 – A participação popular.

018 – Povo como sinônimo de pobre

019 – Muito cacique – pouco índio.

020 – Utopias generalistas como contratos sociais ocultos.

021 – Carteira de identidade cidadã.

022 – A ditadura na era da informática.

023 – No Brasil todos são poder menos a autoridade.

024 – A corrupção do voluntariado.

025 – Quando o povo irá eleger os seus banqueiros.

026 – O Estado Nacional como empresa

027 – A política dos répteis.

028 – A unidade nacional e o discurso desenvolvimentista

029 – O “Big Brother” e o “Pig Brother”

030 –

031 – A sincronia no caos.

032 – A pressão social como ficção no Brasil.

033 – Os percalços do poder legislativo.

034 – A medida e a proporção da “fofoca”.

035 – A proporção da representação do povo.

036 – O quarto poder e a era da informação.

037 – A sustentação do quarto poder.

038 – A era da informática desconcentradora.

039 – O infinito progresso linear.

040 – A participação, a cooperação e a interação.

041 – Piratas e paraísos fiscais.

042 – A clara consciência de suas necessidades.

043 – Filtros e mediações da autoridade


LORENZETTI – Bom e Mau governo

http://www.ricardocosta.com/pub/lorenzetti.htm

RIVERA e SIQUEIROS

http://hannibalis.blogspot.com/2010/04/diego-rivera-duvarlar.html

CANOAS – RS e PODER ORIGINÀRIO

http://www.agoravirtualcanoas.com.br/

PRÀTICAS DEMOCRÁTICAS na ESCOLA PÙBLICA 1979-1985

http://www.ciriosimon.pro.br/aca/aca.html

ARTE PÚBLICA

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15089921,00.html