terça-feira, 20 de novembro de 2012

NÃO FOI no GRITO – 060.



Do PAC ao COLONIALISMO num
...UM ÚNICO PAC.

   “Nos fomos sempre de opinião, que nenhuma medida contribuiria mais para o bom successo da causa de Hespanha e Portugal, do que a reunião de todos os seus recursos militares, debaixo de uma só cabeça, que, pela unidade de plano, e de execução, pudesse obrar contra o inimigo, com toda  energia de que fossem capazes os meios, que aquellas duas naçoens podem subministrar”.
Correio Braziliense, vol. IX. nº 54 novembro de 1812, p.832


Fig. 01 –A vez do touro . As touradas são espetáculos coerentes com a mais profunda pré-história na qual a criatura humana lutava para sobrepor às feras e treinava para isto. Na contemporaneidade estes  espetáculos são destinados à indústria cultural de eventos e onde perdem toda a sua coerência interna de sua origem. Já havia perdido esta coerência em Cnossos, na ilha de Creta, antes de surgir a cultura helênica que as havia banido -  Diego SILVETI em Guadalajara -  12 de novembro de 2012



No texto, acima, de novembro de 1812,  o editor do Correio Braziliense acalenta o seu Commonwealth e Common Law formado pela união dos esfarrapados e desmoralizados exércitos ibéricos. Mas que necessitam das luminosas deliberações e decisões de militares, exércitos, marinha e armas britânicas. Eles certamente davam pouca importância ao paradigma ibérico de vencer o MEDO com touradas, treinar valentia ao desafiar o garrote vil, alimentar a inquisição silenciosa e camuflada e mandar todos os hereges e bruxas para a fogueira.
Os governos centralistas contemporâneos mantêm-se no poder por meios de projetos intensos, mas de curtíssima duração. Projetos de curtíssima duração que seguem a pauta do espetáculo dos rodeios e das touradas. Espetáculos no quais onde o cavaleiro deve manter-se ao longo de 8 segundos sobre o lombo de animais ou matar logo o touro levado ao desespero e à histeria. O paradigma do PODER ORIGINÁRIO CONTRATUAL, que o presente blog segue, é diametralmente o oposto a isto.


No âmbito desta contemporaneidade e coerente com o Poder Originário cabe interrogar, em novembro de 2012:
- ¿ Qual o papel desempenhado por Portugal nesta “XXI Cumbre Iberoamerica” ?
- ¿ A plataforma econômica, cultural natural do Brasil na Europa não seria Portugal e não a Espanha?



Fonte da imagem em ATHEARN Robert -  1963 - p.1027
Fig. 02 – Os Estados Unidos não perderam tempo com projetos mirabolantes dos seus antigos colonizadores e dos quais desconfiaram imediatamente dos disfarces e artimanhas dos conheciam as duras consequência de qualquer heteronímia no deliberara e decidir. Não só romperam, em 1776,  com as sua antiga metrópole, mas em novembro de 1812 ainda estavam em guerra declarada com ela  O Correio Braziliense, vol. IX. nº 54 novembro de 1812 ,p.832 escreveu “a Inglaterra, decidida a hostilidades, tem ja determinado a esquadra que deve partir a cruzar nas costas dos Estados Unidos, e se tem de todo suspendido as licenças de commerciar, concedidas aos navios Americanos”  Assim não estavam pensando em o Commonwealth. Uma vez unificados passaram a investir sobre outras nações, imitando nisto a sua antiga matriz, mas da qual desconfiavam exatamente por este projeto expansi9onista e  e tornava a Inglaterra como qualquer outro suspeito e merecedor do seu Big Stick em guerras preventivas como da Coreia, Vietnã. Iraque isto sem falar das suas conquistas de Cuba, Haiti e Porto Rico que sempre consideraram o seu quintal e senzala. Cumpria-se o complexo de Édipo Rei “matar o pai e possuir a mãe”.



    No passado, como no presente, os povos colonizados são surpreendidos pelo colonizador que lhes apresentava projetos mirabolantes e dos quais o destinatário não desconfia dos disfarces e das artimanhas do colonizador. Estes povos só se dão conta do “conto do vigário” quando os meliantes sumiram no horizonte carregando tudo de bom que lhe interessava e deixa para o colonizado consternado, não só terra arrasada e estéril mas com poluição e pestes de toda a natureza. A mais grave destas pestes é a corrupção dos costumes e a inércia e a inércia e a heteronímia das novas gerações são educadas como algo natural.


Fig. 03 – A Espanha parece  que as antigas colônias, somadas agora ao Brasil  perdera tempo com projetos mirabolantes dos seus antigos colonizadores e dos quais desconfiaram imediatamente dos disfarces e artimanhas dos conheciam as duras consequência de qualquer heteronímia no deliberara e decidir “La cumbre en 1992 relanzó el remozado colonialismo español y fue un gran parto de los montes. Y el rey de los Elefantes, pobre, que no pudo callar a nadie”.    lorca
..
Porém o pior aspecto deste centralismo, unitário e fixo mental é  o cultivo e a manutenção dos hábitos adquiridos ao longo do colonialismo. Cultivo introjetado e que se mantém ao congelar qualquer deliberação e decisão em contrário. É circulo de giz ao redor do peru e que estranha diverte e desculpa qualquer escrúpulo dos nossos ex-donos, como um deles escreveu por cima do “Primeiro Mundo” e por fora:
“pues unos 180 años libres del yugo español, con unas riquezas naturales de impresión, y desde la frontera de los EEUU com Mexico hasta el cabo de Magallanes, todos éstas ‘democracias’ no pueden decir que pertecem al Primeiro Mundo. Pues tempo hán tenido. Y nosotros yá no les expoliámos...no. Creo que las oligarquias que les surgieran tras la independência trníam tanto amor, éran tan sacrificadas que se quedaron y aún hoy se quedan com todo. Porque infaestruturas no tienen, ni inovam tecnologicamente, las rurales son de pena, sus universidades rozan la mediocridade. Todo se les vá em oratória... que dá gusto escuchar a um argentino de a pé. Y lo bién que les dá el futebol, y la samba, las favelas, las rligiones sincréticas, las guerillas, los fascismos, las fajita y el cambalache. Puestos, no se vayan a poner ésta classe burguesa indiana em repetir lo del partido popular...”La herencia recibida...”. Que nó, que no. Mucho miedo y muy poca verguenza”.  blackangel


Certamente mais um discurso, por cima e por fora, de um espanhol espalhafatoso que se limita a observar sintomas acima enumerados e que ele não percebe como orgulhoso condenado à forca. Orgulho que lhe pode faltar  num...UM ÚNICO PAC da aldrava que o sustenta ainda de pé sobre o seu cadafalso. Conforme este seu paradigma vence-se o MEDO com touradas, treina-se valentia ao desafiar o garrote vil, a inquisição subliminar e as fogueiras virtuais de todas as heresias que brotam em contato com a selva de identidades vindas de todas as partes e dos corridos da sorte pela onipotência de alguns europeus como ele.

Fig. 04 –  Simples FAZER JUSTIÇA foi amplamente demonstrado publicamente pelas 15.000 nobres, burgueses ou vis criminosos que subiram a esta cadafalso e perderam a sua cabeça O resultado desta aparente populismo e legalismo do FAZER foi que as contradições dos diversos grupos e ideologias antagônicas abriram caminho para um centralismo exatamente ao contrario para que Napoleão Bonaparte AGISSE como salvador providencial da Revolução e que de totó a transformar em tirania centralista. O fenômeno já havia acontecia com a Antiga República Romana ao passar ao Império. Repetiu-se no comunismo, fascismo, nazismo e tantos outros regimes centralistas que confiaram o seu poder a um único indivíduo..

Na verdade a União Europeia parece preceder mais banhos de sangue. Os sinais desta DESUNIÂO estão em toda parte inclusive na paciente e pragmática Inglaterra conforme notícia de 19.11.2012:
“Pesquisa de opinião publicada ontem no jornal inglês The Observer mostrou que mais de metade (56%) dos britânicos votaria pela saída da União Europeia (UE). Apenas 28% dos entrevistados avaliam que ser membro do bloco seja uma “coisa boa”, enquanto 45% pensam ser negativo. Levantamento apurou que 34% das pessoas definitivamente seriam a favor de o Reino Unido deixar a UE, se houvesse referendo. Outros 22% provavelmente fariam o mesmo”.
CORREIO do POVO ANO 118 | Nº 50 PORTO ALEGRE, SEGUNDA-FEIRA, 19 DE NOVEMBRO DE 2012 p.10.

Evidente que uma crise não se vence com bravatas, estatísticas e um FAZER mecânico que se manifesta em PACotes e eventos para a mídia e para calar e surpreender a torcida. A resposta coerente aos problemas levantados pelo espanhol espalhafatoso, da observação dos sintomas acima enumerados, está no AGIR silencioso, consequente resultante de nutridos contratos celebrados entre iguais.

Fig. 05–  A China contemporânea certamente não serve de exemplo. Contudo ela ultrapassou o simples FAZER da LONGA MARCHA liderado por um indivíduo. Não se fixou no triunfo da REVOLUÇÂO pois segundo o sábio conceito chinês uma REVOLUÇÂO é o AGIR da cada DIA e cada novo PASSO. Evitou confiar o destino de 1,3 bilhões a uma única cabeça e culpado de tudo. Uma autoridade está na sua capacidade de delegara o seu poder que circula por suas mãos.

  O evento do FAZER JUSTIÇA, denominado MENSALÃO, recebeu muito alarde no Brasil em 2012. Avaliou-se, julgou-se e se busca punir exemplarmente os corruptores e os seus agentes diretos ou indiretos. Mas esta obra da Justiça não atingiu a metade do caminho. Falta o AGIR silencioso para também:
- avaliar, julgar e fixar pena para aqueles que se deixaram corrompeu ou até induziram a corrupção?
A coerência e o FAZER e o AGIR é característico e grande marca de toda obra de Arte. Uma obra de arte não existe sem o seu receptor. A corrupção também é uma obra de arte, mas abominável e intolerável e que deve ser evitada e afastada como em toda obra de arte que se propõe constituir-se em algo apreciado e conservado para a posteridade.

Fig. 06 –  A maiorias dos povos cultos aboliu a pena capital As culturas militares assíria, romana e as culturas medievais só prolongaram a sua própria agonia com esta forma de exemplificar pelo terror e agonia prolongada das suas vítimas. Na verdade com as baionetas dá para fazer tudo... menos ficar sentado sobre as suas pontas. Na medida em que os Estados contemporâneos e os seus regimes governamentais conseguem instruir as inteligências e fazer contratos dignos com as vontades provenientes do se Poder Originário, legitimam-se e  fortificavam se.  Contratos e pactos que tornam governo e povo solidários responsáveis na garantia e na  conservação da vida.  Vidas especialmente daqueles que seriam vítimas fatais do linchamento da forma primária de  FAZER JUSTIÇA POPULAR. Estados contratuais e constitucionais  AGEM  na medida em que eles na medida dos contratos públicos e universais. Com esta força da AÇÂO LEGITIMADA do ESTADO CONTRATUAL com O POPDER ORIGINÀRIO a pena capital perde sentido. Contrariando este FAZER JUSTIÇA e o governo brasileiro AGE por meio da legislação:
. http://www.previdenciasocial.gov.br/conteudoDinamico.php?id=22  O problema é novamente o centralismo que torna ineficaz senão estimula a prática do crime para gozar esta regalia e segurança.. Nenhum cidadão é maior do que o seu município ou mesmo zona eleitoral.

  Uma nação que vive dos expedientes do seu governo não é feliz, não está seguro e não escapa do garrote neo colonialismo. Expedientes que agradam aqueles que acumulam capitais. Expedientes nos quais, no final, só estes lucram e estabelecem a “sua” ordem e progresso, apesar do olhar incrédulo e das débeis ameaças de quem é vitima destes expedientes colonialistas. O governo destas infelizes nações, vitimas destes expedientes, terão o castigo de assistir inermes e consternados os últimos gritos e estertores do seu último apoiador sendo garroteado antes deles. O garrote vil é, diga-se de passagem,  uma especialidade ibérica. Através deste garrote vil a cultura ibérica silenciava os gritos, as heresias e as rebeliões sociais que ameaçavam o seu colonialismo brutal e espoliador. 


Fig. 07 – O singelo FAZER JUSTIÇA pode resultar apenas a favor daqueles que podem pagar por ela. Ou então o contrário, todos perderam a sua cabeça, como é amplamente demonstrado pelos 15.000 nobres, burgueses ou vis criminosos que subiram indistintos a esta cadafalso.  O resultado desta aparente populismo e legalismo do FAZER JUSTIÇA resultou nas contradições dos diversos grupos e ideologias antagônicas  que escamotearam, usurparam o poder e o usaram para os seus projetos pessoais. Uma vasta maioria foi excluída deste projeto de FAZER JUSTIÇA com as próprias mãos. Esta maioria excluída acumulou se ao redor das imprecisas cidades latinas americanas resultantes da lei do mais forte, do mais rico, do temerário ou do mais ladino. A maioria excluída por esta “lei da selva” está à espera apenas de alguém - ousado ou temerário - para ajuda-lo a apertar o pescoço das fantasmagóricas cidades latino americanas usando a força e o poder. As autoridades do Rio de Janeiro - habituadas aos eventos precipitados e no seu FAZER MEDIATICO e PONTUAL - ajudaram os ousados ou temerários das favelas cariocas a se espalharem pelo Brasil afora. Estes eventos espetaculares e tópicos, empreendidos  nos morros cariocas são apenas para “inglês ver” como as janelas de vidro nas casas cariocas na chegada da fugitiva corte lusitana de 1808. Autoridades que se pomoveram em ações pontuais sem identificar, contratar e fortificar o PODER ORIGINÁRIO dos MUNICIPIO BRASILEIROS com base do Estado Brasileiro. A cidade estava cercada de tabas e malocas indígenas que vinham dos grotões do interior brasileiro, observar e implorar favores aos recém-chegados, como nos conta e registrou visualmente Jean Baptiste Debret.

Contudo o garrote já está posto ao redor do pescoço de todas as cidades latino americanas. As favelas apertam e sufocam cidades latinas e com energia apenas a espera para estrangular qualquer vida civilizada urbana. Para dar voltas ao parafuso deste novo garrote basta deixar que funcione sozinho e por administração própria do poder originário não consultado e desconsiderado e desqualificado continuada e reiteradamente pelos reiterados expedientes pelos regimes governamentais da Colônia,  do Império e, agora, da Republica.
 Uma conclusão geral é que este tema XXII Cumbre Iberoamericana” nem merece o esforço  de reunir este material e alcançar alguma compreensão de algo coerente, positivo e sustentável no tempo no Novo Mundo. Esta autocritica deste blog nasce da dúvida que paira no ar depois do aviso vindo de um europeu do mundo clássico na voz do penúltimo Tópico de Aristóteles:
Não se deve argumentar com todo mundo, nem praticar argumentação com o homem da rua, pois há gente com quem toda discussão tem por força que degenerar. Aristóteles –Tópicos

FONTES BIBLIOGRÁFICAS
ARISTÓTELES (384-322). Tópicos.   2ª .ed.  São Paulo  :  Abril Cultural. 1983,  pp.5-156.

ATHEARN Robert (1914-1983) A World Power: The American Heritage new Illustrated History of the United States . vol 12 New York: del Publishing . co 1963 pp. 993- 1078

FONTES NUMÈRICAS DIGITAIS

Comentários sobre - ¿REFUNDAR a UNIÂO IBERI0-AMERICANA ?
Con anterioridad a la inauguración, los mandatarios han visitado el Oratorio de San Felipe Neri, donde el 19 de marzo de 1812 se proclamó la primera constitución liberal de España, conocida como «La Pepa»”.

CONSTITUIÇÃO de CÁDIZ  de 1812 neste BLOG  NÃO FOI no GRITO:

CORREIO BRAZILIENSE nº 54 – NOVEMBRO de 1812:
O Correio Braziliense está disponível integralmente no portal da USP – Coleção Brasilina -

CRISE ESPANHOLA VISTA por DOIS ANCIÃOS de SÒRIA – Espanha

ERNESTO CARDENAL  El Pais - Espanha 17.11.2012

ESPANHA ESPOLIADA de OBRAS de ARTE


PAC 2 em 19 de novembro de 2012.
PODER ORIGINÁRIO

Este material possui uso restrito ao apoio do processo continuado de ensino-aprendizagem
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Este blog é editado e divulgado em língua nacional brasileira e respeita a sua formação histórica. ...


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2º  blog

3º  blog  

SUMÁRIO do 1º ANO de postagens do blog NÃO FOI no GRITO

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